Split

Se você é programador e sabe fazer um "Hello World" em mais de duas linguagens, colabora ou já colaborou com algum projeto de software livre, nem que fosse apresentando uma palestra sobre o dito cujo ou traduzindo sua interface, deve concordar veementemente que as instituições de ensino deveriam promover o seu uso e incentivar os alunos a participarem de projetos de software livre.

Ora, se as instituições incentivam seus alunos a participar de projetos sociais como grupos de teatro e musicais, plantio de mudas, prática de esportes, entre outros, por que não incentivar também a participação em projetos de software livre? Estes são produto da sociedade para a sociedade, e seu desenvolvimento favorece a todos. Creio que isso esteja mais que claro.

Mind trick. Aprenda, pode ser útil algum dia.

É muito fácil imaginar alunos da turma de inglês sendo convidados para praticar suas habilidades traduzindo um software, ou alunos de design sugerindo mudanças na interface de um software. E ainda mais fácil de imaginar é um laboratório dedicado apenas a isso. Não imagine um laboratório com computadores de quinta categoria que servem para alunos perderem tempo vendo scraps e fazendo cócegas nos amigos pelo BuddyPoke no Orkut. É de algo realmente instigante que estou falando, com professores atualizados orientando os alunos, biblioteca especializada e whisk and bowl. Creio que já existam implementações dessa ideia em alguma universidade por aí.

Uma coisa que me chateia é que nunca tive uma oportunidade como essa. Por mais que eu já tenha mergulhado nesse mundo, programação não é o meu forte, mas sempre que posso, encontro um tempinho pra criar algum código e soltá-lo para crescer, reproduzir-se e morrer livremente nos vastos campos da Internerds.

Um desses projetinhos é uma pequena extensão para o Inkscape que fiz a pedido do Valéssio Brito e usei recentemente em algo que vocês já viram. Acesse aqui o tutorial: Como quebrar textos no Inkscape.