Sobre férias, hobbits e picolés
06.05.10Em janeiro de 2010 decidi ficar o mês inteiro 110% offline e fugir para as montanhas (na verdade, para uma cidadezinha serrana do interior do RN onde meus avôs moram, chamada Lagoa Nova. As noites lagoa-novenses são tão geladas quanto os dias ensolarados de Porto Alegre no inverno). Meu plano era voltar aos tempos em que passava as férias escolares lá, sem Internet ou computador, e tentar amenizar o vício.

To-read-someday
A princípio pensei em levar apenas alguns livros que estavam na lista “TO-READ” há mais de dois anos, como por exemplo, O Hobbit, mas não resisti: acabei levando o notebook, afinal, poderia escrever roteiros e desenhar vários quadrinhos para publicar quando voltasse à capital, coisa que não fiz porque às vezes dependo da Internet para pesquisar eventuais referências. Ainda assim era um bom plano.
Porém, os tempos mudaram e a cidade foi tomada pelo progresso, cresceu, sua população aumentou, e consequentemente, tornou-se uma cidade barulhenta e perdeu o agradável ar bucólico. Durante todo o dia a paz é perturbada por carros de som anunciando promoções do supermercado, que ironicamente, é do meu tio, além do barulho dos veículos na rua e as lojas vizinhas que acham uma estratégia de marketing genial colocar uma caixinha de som na entrada repetindo a mesma propaganda durante todo o expediente. Acho que vendedores devem faturar um adicional pela condição de insalubridade.
O pior de todos os problemas, entretanto, é a garotada Malhação Web 2.0 que curte um forró moderno, estiloso, e faz questão que todo mundo na cidade escute, desfilando boçalmente pelas avenidas principais em seus carros. Essa espécie é particularmente interessante. A vestimenta é característica: boné transado com aba pra frente, calça jeans, camiseta da moda e o acessório-chave, as havaianas brancas. O comportamento padrão consiste em estacionar a Hilux do papai rico devidamente equipada com poderosas caixas de som na esquina mais movimentada da cidade, seu habitat comum. Para acentuar ainda mais a paupequenice, deixam o capô do motor aberto, por motivos que desconheço (update: para ligar o carro a uma tomada e evitar o uso da bateria). Em dias festivos, pode-se ver uma exposição de capôs abertos e motores à mostra, o que podemos considerar como um bizarro ritual de acasalamento. O motor mais potente (ou o som mais alto) fica com a fêmea. Não raro torna-se necessária a intervenção policial para baixar o volume filhodaputamente alto dos possantes, em uma absurda disputa pelo prêmio Décibel de ouro.

Pracinha da igreja, vulgo namoródromo
Quando eu era criança e passava as férias lá, as coisas eram menos estressantes, os jovens respeitavam os adultos, blá blá blá estou ficando velho blá blá blá, e aprendi muito. Cada família transmite aos filhos e netos valores que moldam seu caráter. Hoje consigo identificar esses valores e os considero importantes. Por exemplo, não sofri nenhuma repressão sexual, nunca fui obrigado a seguir nenhuma religião, sempre me davam bronca se deixasse comida no prato e se quisesse dinheiro, deveria trabalhar, entre outras coisas. Apesar dessa última lição, eu e meu primo passamos muito tempo afanando secretamente os trocados da farmácia do meu avô para jogar videogame na primeira e única locadora da cidade, quando Sonic (1, 2 e 3) e Super Mario World eram os jogos do momento. Um dia fui pego no ato, subtraindo sorrateiramente uma brilhante moedinha de 25 centavos que garantia crocantes 30 minutos de jogo no Mega Drive, e depois de uma bronca inesquecível, estava encerrada minha carreira de meliante mirim.
Então, se o moleque queria dinheiro, devia trabalhar. Essa era a regra. Havia sempre ofertas de trabalho para crianças nas agências de emprego informais, vulgos tios. Exemplos de vagas oferecidas: “apanhador de cajus nos sítios da família”, “carregador de caixas”, “auxiliar-mirim de pedreiro” e “vendedor de picolé caseiro”. Naquele dia, o mercado da venda de picolés estava em alta devido ao calor, e as ações estavam subindo devido a um bingo que iria acontecer no centro da cidade durante a feira pública, e foi essa oportunidade que eu e meu primo agarramos.
Para vender picolé, era necessário fazer um acordo com o fabricante: ele produz e fornece os picolés e o vendedor entra com a caixa térmica e o marketing do produto. Meu primo tinha uma bicicleta e a usou sabiamente para atingir uma clientela maior. Eu fiquei a pé mesmo, e perambulei pela cidade gritando “olha o picolé!”, quando a vergonha permitia. Cheguei a pensar em desistir da nobre profissão quando a menina por quem eu era apaixonado (responsável pelo meu primeiro beijo, na pracinha da cidade) me viu, e acompanhada das amigas, riu de minha situação, como se estivesse falando “LOL, MLKE, TEU AVÔ É RICO, PRECISA TRABALHAR NAUM!!1!”. Imagine aí um molequinho raquítico segurando uma caixa de isopor desproporcional, e com a cabeça baixa, envergonhado. Era eu.

Leitura obrigatória
Horas depois, talvez por sorte ou por esforço próprio, não lembro, já havia vendido muitos picolés. Se não me engano, uns 50. E isso provocou a inveja do meu primo, que por mais bem equipado que estivesse, não chegou a tanto. Alguma coisa que alguém falou (talvez eu, não lembro) foi o bastante para fazê-lo abandonar a ética e o profissionalismo e avançar raivosamente em minha direção, fazendo com que a tampa da minha caixa caísse e os picolés voassem em todas as direções possíveis, pousando adequadamente em montinhos de areia espalhados pela rua em frente à casa da minha avó. Se não estivessem protegidos pelo típico saquinho plástico, eu seria o único a vender novos e exóticos sabores como “morango à milanesa” e “cajá com terra”. Após a briga e a limpeza dos picolés (psst, ninguém viu, ninguém viu…) meus tios decidiram que era hora da brincadeira acabar. Então eu fui receber meu ordenado: valiosíssimos, dourados e suculentos CINCO reais. Era uma fortuna.
Hoje em dia é raro ver moleques vendendo picolé na rua. O progresso chegou à cidade, e hoje, se você quiser um, basta dar uma chegadinha no boteco mais próximo. Haverá lá um freezer da Kibon, ou um similar qualquer. Não que isso seja ruim.
Por esses e outros motivos, abandonei o projeto “Offline por 1 mês” e voltei para Natal, mas ainda determinado a permanecer offline e pagar a dívida com minha biblioteca pessoal. Então comecei a ler O Hobbit, mesmo tendo lido bem antes a adaptação para os quadrinhos, por Charles Dixon e David Wenzel. Logo depois lembrei de outra adaptação, porém cinematográfica, bem antes de Peter Jackson e seus orcs “Marilyn Manson”. Já havia lido sobre essa animação há muito tempo, numa época em que não conhecia o poder de difusão da Internet. Num tempo em que achar esse tipo de conteúdo era tarefa de arqueólogo. Eis que o filme está no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=XSHLGnexe-w
Essa grande obra, dirigida em 1977 por Jules Bass e Arthur Rankin Jr. é obrigatória para qualquer fã de Tolkien. Ele passa aquela mesma sensação de imersão na jornada que o livro proporciona, além das músicas, que realçam ainda mais essa característica. Se você leu o Hobbit e ficava com pena do pobre Bilbo sempre que ele lamentava estar longe de sua confortável toca, e se identificou com isso (afinal você é nerd e não gosta de sair de casa), você terá a mesma impressão no filme. Os mais sensíveis poderão até marejar os olhos em uma das cenas. Vejam, amigos, é um tesouro antigo. E em breve, espero, teremos a adaptação do Peter Jackson, em duas partes.
http://www.youtube.com/watch?v=dcGhoSYKyuc
Mas não acaba por aí. Existe também uma versão de Senhor dos Anéis (1978), por Ralph Bakshi, e a adaptação d’O Retorno do Rei, novamente por Jules Bass e Arthur Rankin Jr., mantendo o mesmo estilo artístico e pegando um gancho na história d’O Hobbit. Já essa versão de Senhor dos Anéis é boa no começo, mas depois fica muito ruim. Cobre apenas os dois primeiros livros e abusa de uma técnica chamada rotoscopia, o que fez com que o filme ficasse insuportavelmente tosco. Não aguentei ver até o final. Mas talvez algum fã incondicional consiga, vai saber.
O projeto Offline? Não resisti. A Internet é mais forte.





A Internet sempre é mais forte, mesmo assim é bom pelo menos reduzir a carga de internet no dia à dia. Muito interessante esse post, eu sempre quis ler os livros do Tolkien mas sempre enrolei, com certeza este post é uma ótima motivação.
Obs: Esses riquinhos de pick-up’s de som alto são uns desgraçados mesmo.
Do caralho!
Parte que mais adorei: “Para acentuar ainda mais a paupequenice, o capô do motor é aberto, por motivos desconhecidos.” óteeema!
No interior onde nasci hoje em dia é tudo assim também, nem gosto de ir lá, bate a mesma nostalgia que tu sentiu. Não se fazem mais interiores bucólicos como antigamente. =/
P.S.: Eu também tenho um projeto de ficar off pra ler meus livros, inclusive os do Tolkien, mas, porém, contudo, entretanto, “A Internet é mais forte.”
=*
O Hobbit é um ótimo livro, leitura recomendada para qualquer pessoa!
E antes que me esqueça, olha o picolé!
Acho que preciso vender uns picolés.
Ai, cara, não vou nem comentar dos meus livros que estão na minha lista de “to-read”. Eu me identifiquei com a história, tenho uns tios que moram no interior do estado e eu sempre passava minhas férias lá. A diferença é que naquela época já rolava essa galerinha forrozeira E metida a merda. Mas o que mais me incomodava mesmo era não ter dinheiro suficiente pra passar o dia no fliperama que ficava na esquina da rua dos meus tios.
Ah, lembrei que eu ajudava minha vizinha a carregar as sacolas de compras e ganhava alguns ricos 50 centavos por isso. Valia meia hora em algum video-game próximo.
Me estourei de rir com o ritual de acasalamento! Muito bom o post!!! Me identifiquei bastante com o trabalho infantil orientado a videogame…
Os momentos difíceis de sacrificantes são os que nos ensinam as maiores lições. Ótimo post!
Mas rapaz, conheci lagoa nova há 1 ano mais ou menos, fui com minha família pra pousada Chalés dos Cajueiros (ou algo assim). Frio pra caralho mesmo, mas é bem agradável
Eu também tive uma época boa de video-game, quando ficava com meu primo na esquina da “arte gesso” no alecrim esperano a única “game” da rua abrir e sair correndo pra pegar o video-game com melhor controle (afinal de contas, controle de “game” era sempre surrado).
Da esquerda pra direita:
Useless (compre o The C++ Programming Language, do Bjarne Stroustrup);
;
Interessante, didático, mas não creio que alguém leia fora da faculdade
Idem ao de cima, e estrutura de dados é estrutura de dados, no matter what;
Fantástico;
Acabei de comprar, não chegou ainda, é minha próxima leitura;
Não conheço;
Não conheço.
Eu leio o Sistemas Operacionas, just for fun…
Moro em Recife mas “me criei” no interior de Pernambuco. Na minha cidade também há esse problema desses “cidadãos” das pick-ups. Chamo-os de Agroboys. E o capô do carro aberto é pra ligar a bateria do carro em alguma rede elétrica pra evitar que o estimadíssimo equipamento sonoro faça com que o carro-acessório morra.
Mais um mistério da vida selvagem resolvido. Obrigado, Leocadio!
Adorei o texto, principalmente do início pro meio.
O interior tá crescendo, isso dá até medo… =/
E som automotivo já deu o que tinha que dar, hora de instituir pena capital! >=(
Eu ouvi, mas não queria ter ouvido, a propaganda da secretaria do meio ambiente de uma dessas cidadezinhas-distrito de João Pessoa (Baeyux, Cabedelo ou Santa Rita) patrocinando uma “”exibição”" de carros sonoros. Eu, minha sogra e meu esposo ouvimos aquilo com cara de WTF!, justamente a secretaria que devia combater a poluição sonora apoiando uma tosquice dessas.
Também cresci no interior, da Bahia, mas lá já existia a ideia de explorar o “interior bucólico” para turismo, então São João, que era sinônimo de fogos, comida típica à vontade e os adultos bêbados deixavam os pirralhos tomar um gole de licor (contávamos os dias do ano para provar um licor de jenipapo sem os pais saberem) virou engarrafamento, povo de fora mal-educado colocando som a qualquer hora do dia e da noite, uma multidão de gente sujando o parque e destruindo as árvores, palco instalado tocando os mais estranhos sons mas que agradam esses forasteiros mal-educados. Já tem 6 anos que não visito a Cruz das Almas. E parece que piorou depois da instalação da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano), a última vez que fui, ainda era apenas o campus do curso de Agronomia da UFBA.
Quando era mais jovem, achava que ia adorar morar em Salvador (“porra, quanto tempo vou esperar para chegar Mortal Kombat para SNES na única locadora da cidade? DirecTV é muito caro só para ter a MTV” – sim, houve uma época que a MTV prestava) mas mudei de Salvador para João Pessoa e adorei voltar a resolver andando a maioria das necessidades, ou passar, no máximo, 30 minutos dentro de um ônibus (para quem saía 17h30min da faculdade e chegava 19h45min na casa da Tia, 30 minutos era o tempo de esperar o ônibus chegar e ainda comemorava que ele não estava atrasado). Ok, vou parar por aqui, senão eu vou ficar em loop escrevendo.
Só pra comentar o quão RUIM, é esse filme do Senhor dos aneis antigos, é muito, MUITO RUIM MESMO.
e 50 centavos a hora na locadora? Tava bem
Eu moro praticamente no interior do RS é é quase a mesma coisa que você citou no post. Aqui na minha cidade o ‘point’ é um posto de gasolina onde ficam dando voltas de carro nem sei pra que.
Nesse final de semana fiquei sem internet em casa e terminei de reler A Sociedade do Anel. Faz pouco li O Silmarillion e O Hobbit e estou relendo a trilogia depois de muitos anos. Ficar sem internet as vezes me faz lembrar que existem outros passatempos agradáveis para os momentos de ócio.
Cara, que alívio saber que eu não fui diferente dos outros ao retirar aqueles trocados do potinho no quarto de minha mãe para jogar Bomberman na Games da cidade. E, quanto ao Hobbit, “bless us and splash us, my preciousss!” – ótimo livro.
Não sei se vc é tão velho quanto eu(29) mas a verdade é que nossa geração provavelmente será a última esperança da humanidade….
Aqui onde moro costumava ser pacífico, pois é uma cidade do interior mineiro, por aqui existe uma vertente deste ritual de acasalamento onde motocicletas têm o silenciador do escapamento retirado para o proprietério emitir um “rugido nupcial” mais alto, audível para os aguçados ouvidos das fêmeas num raio de quilômetros…
Nossa cara olha que eu odeio ler mas tua redação tá incrívelmente fluída e agradável de ler.
E lol @ “garotada Malhação Web 2.0″ xD
Nossa.. gostei do post estilo diário.. mas.. essa coisa dos carros não seria uma manifestação “onipresente”? Até fora do país, em algumas capitais isso rola… (achei que isso estivesse me seguindo
)…então.. viva a “globalização”.. sou seu fã!
ps.: mais !
Genial a parte das noites frias como os dias ensolarados de inverno de Porto Alegre. Como bom Porto Alegrense, não pude deixar de me identificar.
Mas quero escrever mesmo é sobre o fenômeno da garotada Malhação Web 2.0, ou Agroboys, como sugerido pelo leitor Leocadio. Tal mal tem acometido todo o país, não há mais recanto, estância ou mesmo um tradicional Rincão do Rio Grande por onde estes meliantes não estejam infiltrados. O que mais me revolta nisso, não é a questão do comportamento para acasalamento e a disputa pra ver quem será o macho alfa do bando. A maior problemática disto tudo é a perda dos valores de que tu falou. Nossa sociedade está ruindo e caminhando para um futuro incerto e pavoroso.
Quanto a tu estar ficando velho, discordo, tenho 18 anos e muitos valores morais. Portanto a culpa não é da idade, mas da configuração social.
Mas chega de lamúrias, um nerd frustrado amorosamente que ao invés de programar pra Linux estuda Farmácia não tem que ficar falando dessas coisas.
PS: Não te desconecte, precisamos de um blog assim pra saber q o mundo ainda tem alguma salvação. Grande trabalho o teu.
Concordo com o Rafa RV. (aliás, quer ver o que é frio mesmo venha para Porto Alegre no inverno DE NOITE – Ou quando está nublado e com vento…).
Às vezes eu penso se estamos de fato ficando velhos, ou se começamos a ver coisas que antes não víamos mas que sempre existiram, ou se a coisa está degringolando mesmo. Acho que é a última opção.
Tenho parentes no interior, e realmente não é mais como era quando ia lá nas férias de criança. Ainda está viável, porque é zona rural, mas já não se criam mais galinhas, comida se compra no mercado (antes era plantada), tevelizão rulez (antes se conversava), etc.
Entretanto, recentemente viajei a passeio para uma cidadezinha do interior (Ilópolis-RS), e lá percebi que o bucolismo ainda existe, a conclusão é que à medida que o tempo passa temos de trocar nosso ponto de referência bucólico (e desapaixonadamente abandonar o anterior já saturado, com todas as riminescências perdidas que isso acarretar…).
Quanto abandonar a internet, uma vez funcionou: peguei os cabos e o modem e dei pra minha mãe esconder. Durou uma semana, eu disse pra ela que precisava para trabalhar/estudar (e o pior é que era verdade). É, em terra de internet, potência não é nada sem auto-controle (misturando o ditado com a propaganda de pneu). Nossa geração tem o compromisso de transferir essas memórias de infância à geração pós-hecatombe, o nerdismo saudável há de cumprir sua função histórica!
Ótimo post, mande mais desse tipo.
olha o picolé!!
Pois eh. Nao concordo com trabalho infantil, mas com certeza faz falta a molecada aprender que trabalhar faz bem nao so ao bolso….
Site Nerdson virou reflexao diaria….. alias to de ferias o que eu estou fazendo num site fazendo add em um blog??
So poderia ser um nerd mesmo….
Hum! Também morei no interior e vendi picolé, mas infelizmente com menor desempenho
Muito bom o diário/desabafo!!
Moro no interior de São Paulo e o jeito para ter meu canto bucólico foi participar da criação de uma ecovila. Se passam agroboys por perto é só no final de semana e pouco se houve do local onde ficam as casas.
Sobre o comportamento dos jovens, bom, concordo com o Rafael Apache, nossa geração (tenho 28 anos) tem a responsabilidade de ressucitar os conceitos básicos de respeito ao próximo, educação, trabalho, etc.
A propósito, Redes de Computadores, Linux – Guia do Administrador do Sistema, Segurança de Redes, Expressões Regulares e Rails para Programadores Java são os meus livros To-read-someday.
HBD feelings…
ahhhhhhh
esses videos do hobbit!!!!!!!!!!!
q achado
te amo nerdson
Drozdek foi a minha salvação na faculdade ahahahaha
Lembro uma vez que ganhei 5 reais em um bingo, e achei que tinha praticamente ficado rico.
Quanto ao Senhor dos Anéis animado, o Nostalgia Critic fez um “review” dele há um tempo:
http://thatguywiththeglasses.com/videolinks/thatguywiththeglasses/nostalgia-critic/9754-lotr
Esse lance de “projeto offline” é uma furada.
Pelo menos para mim
Nos fins de semana eu tento, juro que tento, não chegar nem perto do computador. Afinal, passo 14 horas por dia, ou mais!, na frente do pc.
Mas não dá…
O pc tem algum tipo de gravidade ou força evil que me atrai e me gruda na frente dele. Quando estou em casa com ele desligado sinto que ele sussurra meu nome, de forma malignamente tentadora…
Não resisto e cedo a tentação!
O pior de tudo é que aqui em Recife é cheio dessa juventude fdp forrozinho num sei oq de capo aberto. Mas também tem os que curtem a musica eletrônica, de capo aberto.
Desfilam pelas ruas com aquele som mega alto achando que estão abalando. E o pior é que alguns abalam mesmo… As estruturas internas dos meu sensíveis ouvidos.
Quanto aos valores e educação, creio que muitos deles são passados quanto se tem uma familia bem estruturada. No caso, referente ao texto, tive uma educação parecida mas não morei em cidades do interior.
O “lance” é quando você mora com os avós, ou quando se frequenta muito a casa deles. Se seus tios e primos tem o mesmo costume tá formado o lar ideal para um bom aprendizado.
Se aprende muito com os avós, com os tios, e com as histórias dos seus avós colocando os seus tios de castigo na infância deles.
Os valores familiares, as tradições e os bons costumes estão se perdendo.
COMO?
Não sei…
Mas espero poder dar uma educação parecida com a que você escreveu, e com a que eu tive, para os meus filhos quando eu os tiver, que só assim terei certeza de que eles serão pessoas boas e integras.
PS: meus filhos estarão proibidos de fazer qualquer curso de computação/informática. Já basta eu sofrendo e me descabelando de madrugada…
Muito Bom o post
essa do picole é classico, tbm vendia picole pra arruma uma granhinha
pra compra jogos na época pro snes, juntei uma grana pra compra Legend of Zenda que na época era caríssimo uns 100 pila, só podia ser original se não, não salvava, e joga Zelda e deixa o video – game sempre ligado podia ser perigoso (sua mâo pode sem querer desligar, e ai já era…)
Também tento fazer uns “projetos offline” mas não consigo =/
Haha, “que podemos considerar como um bizarro ritual de acasalamento.” junto com ““LOL, MLKE, TEU AVÔ É RICO, PRECISA TRABALHAR NAUM!!1!” são as melhores sacadas do texto.. (inclusive o detalhe do “1″ no lugar de mais uma “!”)
Bem legal o texto, hein?! Parabéns..
[]s
Bom, eu não vendi picolés, mas quando era piá ajudava meu pai a entregar as roupas da lavanderia da família. Numa dessas entregas dei de cara com a menina que eu estava a fim no colégio (ela patricinha, eu pé-rapado). A investida terminou alí.
Hoje em dia, moro em um lugar relativamente tranquilo. Mas que no verão, também se torna arena de disputa para ver qual o carro mais filhoputescamente equipado com alto-falantes. Dá vontade de ir pro interior ler meus livros do Tolkien esquecidos na estante.
Sinceramente acho O Hobbit o pior livro do Tolkien. Muito infantil. Para mim os melhores são Os filhos de Húrin, Silmarillion, As Duas Torres e o Retorno do Rei.
tive um pouco de pena quando vc foi visto pela menina. vc podia ter aproveitado a oportunidade e chamar a menina pra gastar os 5,00 que ia lucrar, reverteriaa situação. pronto, mulher gosta de dinheiro mesmo não é?
saudades mesmo. regiao serrana do rio eh o mesmo + me lembro a epoca de moleque que fabricava e vendia pipas pra jogar mega drive ou super nintendo na locadora ou mario pinball no fliperama da cidade.
Brother, infelizmente o NE em peso tá assim. É paga-pau de carrinho com som alto pra cima e pra baixo direto e em tudo o que é lugar do NE =/. É assim aqui em Recife, inteiro e em jampa… pelo menos que eu lembre.
Ah, mas o problema é que tu não foi a um sítio, longe de tudo… Aê sim, tu iria conseguir ir pra frente com o Projeto Offline. Mas, tu foi pra cidade, né? Existe uma regra básica (que eu mesma criei): se Natal tá ruim, o que dizer do interior!
Achei bem bacana esse post um pouquinho mais pessoal e ao mesmo tempo informativo. O Fernando desistiu do Hobbit, mas vou lê-lo assim que terminar O Diário de Anne Frank!
Um abração!