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Quebrando um longo ciclo e começando outra vez

31.07.11

De volta aos pampas

Encerrando um longo período sem participar de eventos fora de Natal, principalmente devido à faculdade, fui mais uma vez até Porto Alegre para me reunir aos amigos programadores no FISL 12. Ao chegar no hotel, vejo a seguinte notícia em um jornal: “Zoológico instala aquecedor para pinguins”. E nem estava tão frio assim como estava no FISL 10. Qualquer camisa + casaco resolvia o problema.

Minha missão, mais uma vez, foi divulgar o Inkscape e as artes livres, puxando uma sardinha para o meu lado, claro, falando dos meus esforços para melhorá-lo. Apresentei a palestra Arte livre, scripts e outros 1001 algoritmos. A Laura, da Gonow, esteve lá e fez uma resenha bem mais completa do que eu estava imaginando fazer a princípio. Vejam lá. Também ajudei o pessoal do GT-Cultura e fiz um minicurso de Inkscape.

Como de costume, vi pouquíssimas palestras (como a do Luciano Ramalho, sobre Javascript, e a do Turicas falando do GuitarDuino), mas por outro lado tentei reforçar as amizades e conhecer mais pessoas, o que é uma coisa que eu recomendo que se faça nesses eventos. Minha intenção nesse FISL era perambular menos e programar mais. E incrivelmente, consegui. Quando encontrei o Felipe Sanches, amigo desenvolvedor do Inkscape, começamos a fuçar no código e no final dessa “sessão hacker” ganhei a sagrada permissão de escrita no repositório oficial do projeto. Sou agora um desenvolvedor do Inkscape \o/.

Como curto programar em Python, estive mais presente lá no stand da Python Brasil. Particularmente me diverti bastante conversando sobre educação com o professor Marco André e participando de um sprint de tradução do livro “Aprenda computação com Python“, com o Luciano Ramalho, Renato Pereira e meu conterrâneo Cícero George. Nessa brincadeira aprendi a usar o Mercurial.

Foi lá que o respeitadíssimo Sr. Turicas me presenteou com um Arduino Duemilanove. Não sei se devo adiantar isso pra vocês, mas vamos trabalhar em um projeto aí relacionado ao Arduino :) . Rolou até pyquenique com “bergamotas” (vulgarmente conhecidas como tangerinas).

No final, como de costume, todos os palestrantes se reúnem numa churrascaria, para o clássico jantar dos palestrantes. Na foto abaixo, o Sérgio Amadeu e eu, com a camiseta da GNU Masters.

 

O choque térmico

Voltando do sul, desci mais um pouco e fui parar em João Pessoa para o V ENSOL. Dessa vez eu tentei ver mais palestras, e consegui. As que gostei mais foram as relacionadas ao que venho estudando ultimamente, os bancos NoSQL. Houve uma sobre o Redis com o Allisson Azevedo e outra sobre o MongoDB, com o Christiano Anderson, muito boas, por sinal.

Falando sobre Shellscript, o Barrabin Barrabash Júlio Neves, me fez criar vergonha na cara e voltar aos estudos dessa simples e poderosa linguagem, dando exemplos de pequenos truques que pouca gente conhece, mas que fazem um estrago considerável. Enquanto escrevo esse post, mantenho uma aba no navegador com o tutorial dele, Papo de botequim. Sério, aprendam Shellscript.

Sérgio Amadeu e Pedro Rezende falaram dos últimos acontecimentos relacionados aos ataques à liberdade na Internet, os hackers, crackers, e toda a polêmica em torno disso, além de criticar a desinformação acerca do tema e os abusos de autoridade. Lembro que no FISL uma repórter veio nos perguntar a diferença entre hacker e cracker. O Luciano Ramalho foi bem enfático ao responder que a mídia deveria saber disso e não fazer o desfavor de sujar o nome “hacker”. A repórter nem deu atenção.

O mais legal dessa edição do ENSOL, apesar de já ter participado de outras, é que conheci melhor as pessoas que estão envolvidas com software livre, especialmente o Jomar Silva. Vocês devem conhecê-lo da épica batalha para promover o ODF frente ao OOXML da Microsoft. Ou do blog 300, onde ele posta alguns textos bem interessantes. Depois dessa conversa com cerveja na orla de Jampa, tenho agora o Jomar como um herói nacional, que poucas pessoas dão mérito porque a alienação é generalizada… a menos que escutem as histórias que ele tem a contar, sobre seus sacrifícios para promover a liberdade e enfrentar entidades com métodos nada honestos.

No mais, quero agradecer ao amigo Anahuac que me convidou mais uma vez para o ENSOL e ao Carlos Machado que me convidou para o FISL (e que estava lá em João Pessoa). O legal desses eventos é sempre reencontrar os amigos e tirar onda. Mas como alegria de pobre dura pouco, vou ter que me ausentar novamente do ciclo de eventos, devido ao trabalho que vai aumentar (fui promovido), e ao último semestre do meu curso, a caminhada final rumo à libertação da vida acadêmica. Comecei a escrever minha monografia e ela está no GitHub, se por acaso você quiser ser um dos meus n+1 orientadores.

Nesses próximos 6 meses não terei vida social, praticamente, e atualizar esse site será mais difícil. Mas quem liga pra isso, se tem um monte de blogs de tirinhas nerds que estão sempre atualizados por aí? ; )

Logicomix

27.02.11

Acabei de ler o livro Logicomix e fiquei fascinado. Ele conta, através de quadrinhos, a vida de Bertrand Russel e o desafio dos estudiosos do início do século XX para criar bases sólidas para a matemática e a lógica, a busca pela verdade fundamental baseada na razão. Há vários personagens conhecidos dos cientistas da computação: Boole, Kurt Gödel, Von Neumann e Alan Turing (apesar deste não aparecer na história), além, claro, de vários matemáticos e filósofos famosos. Há alguns trechos curiosos nele, como a relação entre a lógica e a loucura, fato facilmente observável nos nossos professores de lógica da computação. É impossível ler esse livro sem ficar com vontade de querer saber mais. Uma coisa que notei durante a leitura é que obras como essa são leituras essenciais para quem está iniciando no mundo da computação. Para estimular os estudantes é preciso prover o contexto no qual os gênios criaram suas teorias. Apenas jogar fórmulas nos slides e passar alguns exercícios não basta como “educação que se diga de qualidade e valha um outdoor orgulhando-se da nota no MEC”.

Apêndice
Links interessantes que favoritei nos últimos dias:

PythonCampus

15.12.10

No último sábado (11/12), nós do grupo de usuários Python do RN realizamos o primeiro PythonCampus Natal. O grupo existia há tempos, mas nunca se reuniu em um evento próprio (apenas em eventos maiores, como os Encontros Potiguares de Software Livre). Lição: ao deixar de ir aos eventos, você perde a chance de, por exemplo, tirar foto com um dos Ramones. =D

Tivemos um minicurso introdutório, palestras e uma sessão de dojo, e depois o tradicional #horaextra. Abri o evento com o minicurso “Matando dragões e salvando princesas”, bem introdutório. Infelizmente não pude preparar um material melhor nem passar todo o conteúdo do curso em apenas 4 horas, mas deu tudo certo. Foi muito recompensador, por alguns motivos. O principal deles foi, sem dúvida, um dos participantes que levou o filho (de 10 a 13 anos, por aí) para o curso e disse que já estava ensinando ele a programar. Rolou uma certa “inveja”, se é que vocês me entendem. É uma coisa bonita de se ver.

Dentre as palestras, a que eu mais gostei foi a do meu amigo Rodrigo Fenrrir, sobre as VM’s do Python comparadas a fusquinhas. O momento “tchananam” foi quando ele mostrou o Pypy executando um algoritmo de Mandelbrot. Rapaz, o negócio é rápido.

Para um evento que não exigiu quase nenhum esforço (reservar salas, fazer um hotsite estático e mandar alguns e-mails), o resultado final foi muito bom. Quero reforçar minha admiração pela galera do Rio, em especial o Henrique Bastos, o Vinícius Teles e o Turicas, que começaram esse “movimento” que já se espalhou pelo Brasil. Na ocasião da criação do site do evento, submeti a minha proposta da logo do PythonCampus pra o repositório de coisas da comunidade no GitHub do Henrique. Vamos continuar esse trabalho!

Sessão de Dojo, foto by @tatirmaia

Oxente!

15.08.10

Apesar de nunca ter usado Rails e sequer ter estudado Ruby direito, participei do 2º Oxente Rails, que aconteceu aqui mesmo em Natal. Obviamente, não fui para aprender Rails, e sim para fazer um “social” e ver as palestras menos técnicas. E como valeu a pena.

As quatro melhores palestras na minha opinião foram a do Akita, que fez uma bela introdução ao mundo Rails, a do Carlos Brando, sobre a carreira de desenvolvimento de software (ponto extra pelo vídeo do Clube da Luta), a do Henrique Bastos, sobre comunidades e a do Vinícius Teles, fechando o evento com a palestra “Fuja da Escravidão, antes que ela te alcance”. Esses caras são bons.

Como bons eventos não servem apenas para apresentação de palestras, várias atividades paralelas aconteceram, como os dojos, sessões de vídeo-game, XP game, e o clássico #horaextra, após o evento. Durante essas atividades a caravana do Piauí criou a Fuças, a primeira revista de fofocas nerds, com nome sugerido pelo Henrique Bastos, e a imagem de capa de estréia já foi consequência de um hora-extra, vejam vocês.

Resumindo, foi um excelente evento. Estou orgulhoso dos meus amigos organizadores, e nós do PSL-RN ficamos com a difícil missão de deixar o IV Encontro Nordestino de Software Livre tão divertido quanto o Oxente.

Fiquem agora com o Forró do Elomar, de autoria do Daniel Cukier, e até o próximo Oxente Rails!

http://www.youtube.com/watch?v=uhFXtA2ngeo

Labs

25.07.10

Nos confins quase inexplorados da borda menos acessada deste site existe uma página onde eu jogo todos os experimentos científicos feitos nas famigeradas horas vagas, o Nerdson Labs. Enquanto não concluo a continuação do Guia do Programador das Galáxias (por falar nisso, que erro de cálculo medonho, né? Quem mandou ser um perfeccionista megalomaníaco?) fiquem com as atualizações recentes:

Novo tutorial
Você sempre quis saber como se faz aquele efeito de área de movimento em jogos de RPG/estratégia baseados em turnos? Eis uma explicação, com exemplo interativo no final:

Deixem comentários sobre o tutorial aqui mesmo no post.

Ateliê Livre
Arte criada para o stand do Ateliê Livre no FISL 11, disponível para download na galeria de imagens:

IV Encontro Nordestino/Potiguar de Software Livre
A arte do evento que será realizado em novembro, “Cantiga de GNU bumbá”:

Até a próxima, e se gostou do conteúdo, que tal fazer uma doação? ; )

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